«O trabalho está feito, a hora da verdade chegou e o julgamento cabe a todos os que viverão os dias da Feira»

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Foi a meio da tarde de ontem que oficialmente foi inaugurada a 79ª Feira do Livro de Lisboa.

Após os arrumos e o despertar dos primeiros títulos nas bancas, a feira transformou-se em festa. Pelas 17 horas, dezenas de crianças já tomavam conta dos corredores do Parque Eduardo VII. Mas o trânsito congestionado não impediu a realização da abertura oficial da Feira, ao ar livre.

 

«Ler é condição da nossa liberdade e da nossa identidade»

A Praça Central acolheu os representantes do governo do Brasil, da Câmara Municipal de Lisboa e do ministério da Cultura português.

Rui Beja, presidente da APEL, começou por agradecer a todos os editores e livreiros a realização da Feira. «O trabalho está feito, a hora da verdade chegou e o julgamento cabe a todos os que viverão os dias da Feira.», declarou o líder da APEL que vê neste evento um papel cada vez mais importante na afirmação do Livro e na promoção de hábitos de leitura.

O ministro da Cultura português reforçou a importância da leitura nos dias de hoje: «Ler é condição da nossa liberdade e da nossa identidade». Para José António Pinto Ribeiro, a língua portuguesa assume um papel importante no contexto mundial: «Há 250 milhões de pessoas que falam português. Compreender esta dimensão é compreender uma forma de intervenção de Portugal no mundo».

 

Intercâmbio cultural com o Brasil

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa congratulou os participantes e a organização pelas mudanças deste ano. A 79ª Edição da Feira do Livro conta várias novidades. A participação do Brasil, como país convidado, é uma delas. Para os representantes brasileiros, esta participação especial irá reforçar o intercâmbio cultural entre os dois países.

O espaço dedicado ao Brasil conta com uma agenda cultural que promete animar o Parque Eduardo VII nos próximos dias e que faremos aqui destaque. Para já, é Machado de Assis que provoca quem por lá passa: «A obra em si mesma é tudo; se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar pago-te com um piparote, e adeus.» (Machado de Assis. Trecho do livro Memórias póstumas de Brás Cubas).