Depois de dezoito dias no Parque Eduardo VII, a organização Feira do Livro faz um balanço muito positivo da edição deste ano, com destaque para a elevada afluência de visitantes, a forte adesão aos novos horários de abertura - nos dias úteis às 12h30; ao fim-de-semana às 11h00 - e as mais de 300 horas de actividades propostas na programação cultural do evento. Depois do sucesso de Lisboa, a Feira do Livro prepara-se para rumar à Avenida dos Aliados, no Porto, onde estará aberta de 27 de Maio a 14 de Junho.
«Desde a sua abertura que a Feira registou elevada afluência e interesse por parte dos visitantes. Houve uma grande adesão às mais de 200 actividades centradas no livro e na leitura, sendo de realçar o público mais jovem, os leitores do futuro. Em frutuosa parceria com a Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, o Plano Nacional de Leitura e a Câmara Municipal de Lisboa, foi possível trazer à Feira um milhar de crianças de várias escolas de Lisboa e proporcionar-lhes, em cooperação com Bibliotecas de todo o país, uma experiência enriquecedora em torno da leitura: a Hora do Conto.," explica Rui Beja, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), acrescentando que "o objectivo de fomentar a leitura e colocar o livro em evidência foi alcançado".
A Feira do Livro de Lisboa estreou este ano uma nova imagem - com pavilhões modernos, quatro esplanadas e um auditório - um novo horário e ofereceu uma programação cultural rica em conteúdo e variedade, com debates, apresentações, lançamentos, mesas-redondas, entregas de prémios, entre outras iniciativas. "Obtivemos desde logo reacções muito positivas às novidades que foram apresentadas, tanto dos participantes como dos visitantes que puderam usufruir o espaço da Feira de diferentes formas" explica o mesmo responsável, salientando sobre os novos horário "que durante os dias úteis houve bastante mais movimento durante a hora de almoço do que havia anteriormente no período nocturno e a abertura às 11:00 horas nos feriados e fins-de-semana foi muito bem sucedida."
Entre editoras, alfarrabistas, livrarias e instituições, a larga maioria dos participantes fazem igualmente um balanço positivo, com visitantes e valores de venda acima do ano anterior, o que justifica o exemplo de investimento no presente com confiança no futuro dado pelo sector editorial e livreiro ao agir activamente na procura de soluções eficazes para os tempos económica, financeira e socialmente conturbados que vivemos e, em especial, demonstrando uma sólida curiosidade dos leitores de várias faixas etárias que permitiu confirmar que o livro é um bem que continua a atrair o interesse dos portugueses.
Foto: Jorge Padeiro/Agência Zero
Pela primeira vez fui à Feira
Pela primeira vez fui à Feira do Livro de Lisboa, algo que queria há muito tempo e devo dizer que não me desiludiu, tive pena de o dinheiro não esticar, pois além de ser agradável em forma de passeio e convívio é uma excelente oportunidade para encontrar aqueles livros que há muito tempo queremos e nunca conseguimos encontrar. Encontrei-os e alguns ainda ficaram por adquirir. Adorei, foi uma experiência excelente. Para o ano irei novamente, talvez mais do que um dia. Bom trabalho o deste ano!
Mais uma edição da Feira,
Mais uma edição da Feira, mais novidades, muitas caras conhecidas e novos talentos. Este ano, apesar de alguns ajustes importantes, mas não atempados de horários, a Feira foi um sucesso.
Muitas foram as editoras representadas e convidados de renome, que nos deram o prazer da sua companhia.
De todos os stands de exposição, aquele que a meu ver merece ser alvo de crítica (apesar do inegável sucesso), é o stand do Grupo Leya, que com as suas "antenas" de alarmes, nas entradas/saídas do seu espaço de exposição, incomodavam todos os presentes. O som era excessivamente alto (podendo de certo, causar mais danos para além da subtil indisposição). Se para os clientes da Feira do Livro, o som era bastante agressivo, imagine para aqueles que tinham de trabalhar ao lado, em outros stands, a ouvir estes alarmes de 5 em 5 minutos durante todo o longo dia de trabalho.
Espero que esta crítica seja analisada por quem de direito e que de futuro, revejam a política de segurança aplicada, respeitanto também os direitos de todas as pessoas.